Era noite. Certamente. A escuridão invadia a minha mente e me deixava completamente assustado, ao mesmo tempo que a luz daquela lua invadia a minha alma e a enchia de esperança.
Mas não era uma noite qualquer. Os galhos das árvores se moviam ao vento, enquanto o som dos cães da madrugada confundia-me, uma vez que me via sozinho naquela praça fria e intimidadora.
Os sinos da igreja chamavam minha atenção e mostravam-me a silhueta daquele monstro assustador, que apontava suas garras e dentes em minha direção.
Entrei em pânico quando seus olhos, vermelhos e profundos, com ódio evidente, acharam-me na escuridão e suas garras perfuraram-me e rasgaram-me ao meio.
E tudo sumiu.
